Familiarizando-se com os Familiares
As classes de conjuradores, por muito tempo, foram as minhas preferidas. Gosto muito de pensar nas magias que vou usar, nos itens mágicos, nas pedras e gemas mágicas e no familiar. Sempre fui um jogador que se importou com o familiar. Faço dele parte do personagem. Um familiar pode servir até de plot ou sidequest numa campanha de RPG.
Eis aqui minha visão sobre familiares e suas infinitas utilidades e personificações:
Familiares não são lutadores
A princípio pode parecer uma boa idéia mandar seu familiar investir contra um inimigo, mas na verdade não é. Eles são criados para agirem como auxiliares ou mesmo batedores, que podem se comunicar com seus mestres através de mensagens arcanas ou mesmo telepatia. Eles também possuem várias habilidades e podem compartilhar seus conhecimentos com seus mestres. O que eles não têm é um espaço no campo de batalha, nem mesmo para ajudar seu mestre a flanquear um inimigo.
Botão de liga e desliga
Eu prefiro jogadores que realmente tratem seu familiar como um animal amigo, que está sempre ao seu lado. Porém, uma saída para aqueles que só lembram do familiar na ora de lhes trazer um benefício, é “desligá-lo”, ou “ativar o modo passivo”. Nesse caso, o familiar fica em algum lugar próximo ao corpo do seu mestre, seja num bolso, numa bolsa, debaixo da túnica, ou parado no ombro. Nesse modo, pode ser combinado com o Mestre do jogo que ele não pode ser alvo de nenhum efeito ou dano. É como se ele tivesse sempre em prontidão, mas sem dar nenhum bônus ao seu mestre. Já um familiar que está no “modo ativo” pode se mover, usando seu próprio deslocamento. Todas as suas ações devem ser definidas pelo seu mentor, eles não tomam iniciativa por conta própria. Estando “ativados” eles podem usufruir de seus benefícios, que variam de acordo com o tipo de familiar.
Cuide bem de seu bichinho
Os familiares não devem ser considerados equipamentos! Há muitos benefícios que um familiar pode fornecer em uma campanha, que vão desde simples +2 para testes de Percepção e Furtividade (morcego) até resistência a fogo e habilidade de ler e falar infernal (imp), segundo as regras da 4ª Edição.
Familiares podem ser personalizados
Quem já leu meu post Pimp My Player Charactere! já imagina o que quero dizer. Use a criatividade para descrever seu familiar e diferenciá-lo dos demais de sua raça. Crie um gato pelado, uma águia com olhos vermelhos, um sapo fosforescente, um papagaio careca ou um texugo gordo, de pelo sedoso, preguiçoso, que está sempre lambendo suas partes íntimas.
A 4ª edição de Dungeons & Dragons também permite a personalização do “modo passivo” do familiar. Ao invés de pô-lo no bolso, ele pode fazer PUF! e virar fumacinha, ou mesmo se transformar numa estatueta de jade ou madeira. Se possuir asas, ele pode voar para o infinito e além, até ser chamado de volta quando necessário. Ele pode, até mesmo, se transformar numa linda tatuagem na pele do conjurador.
Familiars têm sentimentos
Assim como você pode escolher os atributos físicos de seu familiar, você também pode definir as peculiaridades de sua personalidade. Eles podem sar preguiçosos, comilões, ativos, prontos pra o que der e vier, carentes ou desconfiados. Mesmo sempre obedecendo a seu mestre, os familiares têm sua própria personalidade. Eles podem discutir, pechinchar ou mesmo dar conselhos. Mas lembrem-se que ele só se comunica com seu mestre e não com os outros PCs.
Prontos para reformular aquele gato velho que só serve pra dar bônus de furtividade? Recriem seus familiares e façam-nos participar mais do jogo!

Sobre este artigo
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- Publicado:
- 01.08.09 / 9am
- Categoria:
- RPG
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