Histórias em Quadrinhos
Histórias em quadrinhos, Revista em Quadrinhos, simplesmente Quadrinhos, ou, mais simplificadamente, HQs foram definidas por Will Eisner como a seqüência de fotos ou imagens, acrescidos de palavras para narrar uma história ou dramatizar uma idéia. Ele definiu a arte como “arte seqüencial” (sequential art). Além desses termos, são usados outros nomes para nos referirmos aos quadrinhos, como Gibi ou Comic. Comic vem do grego, kōmikos, aquilo que é ou pertence à comédia.
Inúmeras outras denominações recebem os quadrinhos, como banda desenhada, em Portugal, fumetti, na Itália, manga, no Japão, muñequitos, em Cuba, bande dessiné, na França, historietas, na Argentina ou tebeos, na Espanha.
Os pioneiros
Pode-se considerar os primeiros quadrinhos, seguindo a descrição de Eisner, as pinturas rupestres dos homens das cavernas ou os hieróglifos do Egito antigo, mas foi o alemão Wilhelm Busch que, no século XIX, produziu um livro infantil ricamente ilustrado, intitulado Max und Moritz.
No Brasil
No Brasil, um dos precursores da arte foi o desenhista Ângelo Agostini, que fazia charges de D. Pedro e outras figuras políticas da época. Mas foi só em 1897 que se criou o quadrinho como conhecido atualmente, pelo alemão Rudolph Dirks, que desenhou Katzenjammer Kids, nomeada de Os Sobrinhos do Capitão, quando lançada no Brasil.

Katzenjammer Kids, Felix, Max und Moritz, Calvin and Hobbes
Comics
Somente nos anos 30 é que surgiram nos Estados Unidos as revistas especializadas nesse tipo de arte, denominadas comic-books. Em 1938 é lançado o primeiro número de Superman, dando início à onda de quadrinhos de super-heróis.
Quadrinho é coisa séria
Devido ao sucesso estrondoso das HQs de super-heróis, guerra e terror, foi necessário a criação de um órgão que regulamentasse o nível de violência e classificasse por faixa etária. O Comics Code Authority, criado em 1950, desenvolveu um “código de ética” que limitou a “criatividade” dos desenhistas e roteiristas de acordo com as pressões que o governo americano fazia.
Underground
Na década de 60, autores como Robert Crumb começavam a vender de forma amadora exemplares de quadrinhos criados e produzidos por eles mesmos, hoje conhecidos como Fanzines. Essa forma de expressão provou seu potencial devido ao baixo custo de produção e independência organizacional, já que o próprio autor era responsável desde a criação até a venda final, passando pela produção e divulgação.
Os quadrinhos hoje em dia
A escola de 80 revelou inúmeros artistas que fazem sucesso ainda hoje, como Alan Moore (Watchman), Frank Miller (300 de Esparta), Bill Watterson (Calvin e Aroldo). O mercado e os estilos variam, mas a arte persiste e os conceitos são renovados a cada dia.

Alan Moore, Constantine, Watchman, Liga Extraordinária
Formatos
Os formatos de HQs encontrados em bancas são basicamente dois: o chamado formatinho, de 13,5 x 19 cm, e o formato americano, de 17 x 26 cm. Já os mangás lançados no Brasil podem ser encontrados principalmente nos tamanhos 13 x 18 cm e 13 x 20 cm.
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