Mestrando para novatos
Muitos não têm paciência para mestrar uma campanha para quem nunca jogou. Nesses casos, é muito mais que um jogo, tem-se que ensinar regras, dar dicas constantemente e ter um pouco de paciência.
Geralmente os novos jogadores vêm com idéias diferentes sobre RPG. Uns acham que é como um “MMORPG de mesa”, outros acham que o objetivo é subir de nível, outros acham que tudo que aparece na frente é inimigo, como num video-game.
O ideal é ter um bom cronograma determinado e uma boa aventura, de preferência fechada. Eis umas dicas:
Criando bons NPCs
Por muito tempo, sempre que ia mestrar, tentei bolar uma campanha fechada, pensando em todos as possibilidades possíveis, todos os caminhos, todos os NPCs, enfim, não deixar nenhum furo para me surpreender durante o jogo. Quase impossível, muitas vezes. A não ser em uma dungeon, de caminho único, é impossível prever para onde os jogadores direcionarão seus personagens. Eu mesmo, quando jogo, sempre exploro o cenário, converso com pessoas da rua, com o dono do bar, com o taverneiro, enfim, acabo interagindo com muito NPC.
Lembro-me de uma matéria da antiga revista Dragon lançada no Brasil, que falava de tavernas, dando dicas de que era chato um jogador pedir a descrição do taverneiro e ouvir sempra a mesma velha descrição: “ele é ruivo, meio calvo, limpa um caneco com um pano sujo enquanto uma longa barba descansa sobre a barriga”.
Para não cair na mesmice e não ser surpreendido, tenho uma série de dicas sobre o que fazer para criar NPCs interessantes e atrair ainda mais os jogadores para a interpretação. Transforme seus NPCs em personagens memoráveis.

Familiarizando-se com os Familiares
As classes de conjuradores, por muito tempo, foram as minhas preferidas. Gosto muito de pensar nas magias que vou usar, nos itens mágicos, nas pedras e gemas mágicas e no familiar. Sempre fui um jogador que se importou com o familiar. Faço dele parte do personagem. Um familiar pode servir até de plot ou sidequest numa campanha de RPG.
Eis aqui minha visão sobre familiares e suas infinitas utilidades e personificações:
Perícias.. o que fazer com elas?

Sei que muita gente gosta de jogar D&D no estilo pé-na-porta e porrada no monstro, mas eu, por influência do antigo AD&D, gosto de interpretar os personagens. É sim, influência do AD&D! Nesse sistema, se a gente não colocasse uma peculiaridadezinha no personagem, eles pareciam sair de uma fábrica em série. Guerreiro era guerreiro, mago era mago e fim de papo.
Uma coisa super divertida de preencher numa ficha de 1º nível de um personagem de D&D é a lista de perícias. Fico imaginando o histórico do personagem e vendo por que ele saberia sobrevivência na floresta, ou por que ele seria tão bom em intimidar, ou ainda onde ele aprendeu a cavalgar.
Só que a utilização das perícias vão se perdendo à medida que os personagens sobem de nível ou de riqueza. Quem em 5º ou 6º nível caça um coelho pra comer ou fica uma manhã pescando? Quem com 10.000Po usa sua perícia Profissão (tecelão) para consertar as roupas após serem alvejadas por flechas ou desgastadas em batalhas?
Acho que uma boa maneira de fazer os jogadores darem valor às perícias que escolhem durante toda trajetória do personagem é colocá-los em situações que dêem margem a sua utilização. Lembro que a minha primeira boa utilização de perícia foi quando comprei uma carroça com todo dinheiro que tinha no primeiro nível e fiquei sem dinheiro pra armadura. O que fiz foi cortar o couro do “sofá” da casa de um bandido que prendemos, curti-lo e fabricar minha própria armadura de couro batido com a perícia Profissão (trabalho com couro). Eis então umas sugestões de locais onde os jogadores possam usar suas perícias com mais freqüência:
Truques inteligentes com prestidigitação
Uma das mais memoráveis aventuras de RPG que joguei durou aproximadamente 1 ano e era cheia de interpretação. Tanta interpretação que meu mago chegou somente (eu achei até muito na época) até o 6º nível, mas, em compensação, rendeu muita história.
D&D 4ª Edição - Manual dos Monstros
Confirmado o lançamento do Manual dos Monstros (em português) para D&D 4ª Edição! Ele estará disponível a partir da segunda quinzena de julho (para quem não sabe, é depois do dia 15/07, mas sem um dia certo ainda).
Mas pra quê esperar? A Liber Ludo está fazendo a pré-venda do livro, com 10% de desconto nas encomendas até o seu lançamento, que, como não tem dia certo, é melhor não esperar o último minuto para aproveitar esta oportunidade!
Pimp My Player Character!

Pingüim nivel 1: Tenho as costas pretas, a barriga branca e o papo laranja
Criar a ficha de de personagem é uma das partes mais divertidas do RPG. Fica-se imaginando o que o personagem quer da vida, de onde ele vem, por que está se aventurando…Depois de muitos personagens criados, às vezes acaba-se caindo na mesmice… O ladino dançarino das sombras, o paladino honrado de Pelor, o vampiro que almeja virar príncipe da cidade, o lobisomem urbano bêbado, o cyberpunk catador de lixo…
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